InforCEF - jornal escolar do Centro de Estudos de Fátima - nº 39, Dezembro de 2003
Albert
Schweitzer nasceu em 1875, na Alsácia. Durante a sua infância dedicou-se à
música, e aos 8 anos torna-se organista da igreja de Gunsbach. Mais tarde
começa a tomar contacto com obras de Bach, e decide ir estudar Música em
Paris. Paralelamente a estes estudos, também em Paris, e em Berlim, obtém
o mestrado em Teologia e em Filosofia.
Desde cedo se notou em Albert uma propensão para a
não-violência e a defesa dos mais fracos, e ao ler um artigo de um
missionário que trabalhava em África, decide que aos trinta anos dedicará
a sua vida a todos aqueles que precisem da sua ajuda e oferecia-se como
voluntário para as missões em África. Para que a sua viagem a África seja,
de facto, proveitosa, Albert estuda Medicina em Paris, e obtém o
Doutoramento nesta disciplina.
1913 é o ano escolhido por Albert para partir para
África, mais precisamente, para o Lambaréné. Logo que chega, põe mãos à
obra, e constrói o primeiro hospital embrenhado na selva africana. Utiliza
um antigo aviário para a instalação do hospital, e fazendo uso da sua
capacidade humana, Albert rapidamente ganhou "fama" entre os nativos da
região, que acorriam cada vez em maior número para serem tratados pelo
médico.
Em 1914, estala a I Guerra Mundial. Albert e sua
mulher, Helene, são feitos prisioneiros pelos franceses, devido à sua
nacionalidade alemã. Depois de libertados, débeis e doentes, retomam
forças e retornam a Lambaréné, onde, durante mais de um ano, reconstruíram
o arruinado hospital.
Durante toda a sua estada em África, não deixou perecer
as suas grandes capacidades como músico e filósofo, e vários foram os
livros que escreveu, e por várias vezes se deslocou à Europa, dando
recitais, com o intuito de angariar fundos. A sua obra era, finalmente,
reconhecida por todo o mundo. Sucediam-se os prémios e distinções
atribuídos a Albert. Tornara-se realmente famoso, e era considerado um
exemplo para toda a sua geração.
Devido à sua persistência e vontade de ajudar os que
mais precisavam, e contribuindo preciosamente a nível literário, foi-lhe
atribuído, em 1953 o Prémio Nobel da Paz. Aclamado pela crítica, admirado
por todos, Albert Schweitzer agradece com humildade o prémio e utiliza o
dinheiro que recebeu para reconstruiu uma aldeia inteira para 300 pessoas.
A sua obra permaneceu em África muito tempo, e em
poucos anos, o número de hospitais aumentara consideravelmente. Vinham
pessoas de todo o lado para participar na obra de Schweitzer.
Albert morre em África, em Lambaréné, em 1965. O Mundo
perde um dos seus maiores humanistas de sempre.
Ricardo Frazão, 12º H