InforCEF - jornal escolar do Centro de Estudos de Fátima - nº 39, Dezembro de 2003


Escola minha, mundo meu
BIBLIOTECA
Um dos espaços mais interessantes e bonitos do CEF é a biblioteca.
Espaço novo, moderno e alegre é nele que muitos alunos, dos mais pequenos aos mais crescidos, passam boa parte dos seus tempos «livres»: lendo, estudando, consultando a internet, fazendo trabalhos de investigação e jogando.

josé amaro

Pintado com cores claras e alegres e mobilado com cores fortes entre as quais sobressaem o azul e o amarelo das mesas e o laranja das cadeiras, a biblioteca é dotada de um razoável acervo de livros e de um bom número de computadores, o que permite que aí possam trabalhar algumas dezenas de alunos ao mesmo tempo, acompanhados por um grupo de professores que ali estão para os ajudar nos seus trabalhos e esclarecer nas suas dúvidas.
Gosto de trabalhar na biblioteca e acompanhar os mais pequenos na sua procura de saber mais e de contactar com mundos novos que só os livros e a internet lhes podem oferecer.
Como em todos os espaços de uma escola, com as dimensões do CEF, por vezes há problemas e os alunos nem sempre têm a noção dos incómodos que estão a causar a outros colegas e até aos professores. Acontece que nesse momento tem de entrar em alerta o professor acompanhante... e pouco depois tudo volta à calma e ao silêncio que são as duas regras de oiro para o bom funcionamento do espaço e para todos usufruirem e ganharem com o que lá estão a fazer.
Apesar da boa vontade dos alunos e da preocupação dos professores que diariamente ali prestam serviço há duas coisas que poderiam ajudar a optimizar mais a biblioteca como espaço de investigação e consulta: retirar de lá os jogos para outro espaço, já que o jogo apela sempre, mesmo que os alunos não queiram nem o façam de propósito, a um certo ruído e a uma certa descontracção que passa pelo ruído; e reorganizar os espaços para a feitura de trabalhos de grupo. Todos sabemos que para fazer um trabalho de grupo onde todos participem é necessário que as pessoas falem, comentem, discutam e isso acaba por, inconscientemente, levar os participantes do grupo a falar mais alto.
Penso que com a retirada dos jogos e a reorganização do espaço para os trabalhos de grupo, isolando os alunos através de uns biombos ou sei lá, a biblioteca ganharia como espaço e o trabalho e o ambiente acabariam por ser mais de acordo com as regras de uma verdadeira biblioteca.
Um outro pormenor que gostaria de acrescentar: há professores que têm livros abandonados lá por caso, há pais que pouco valorizam certo tipo de livros que usaram noutros tempos: porque não oferecê-los à biblioteca do CEF. Vamos lá, seja generoso e ajude a escola do seu filho, dos seus alunos a ser uma escola mais bem dotada de material...
Mas quem diz livros, diz revistas, diz atlas... quanta coisa se perde por descuido e desleixo. Mas sabemos que um verdadeiro espaço de cultura e saber aceita e pode valorizar aquilo que muitas vezes anda a rebolar pelos cantos e com o qual ninguém lucra.

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